8.9.11

Esboço

Como superar a dor da perda na distância
Instalado o silêncio na lonjura
Quando chorar ... era apenas o bem querer?...
Tão pouco se mais não era um seu limite?...

Difícil foi entender faces de um todo
Fantasmas, sensações, interesses, emoções
Ou aceitar a lascívia
Às vezes bem diferente dum abraço ou dum beijo...

Nem sempre a necessidade de amar
Se pode confundir com a ternura
Ou a facilidade em comunicar
Igualada à ânsia da partilha...

Nem sempre a razão consegue travar
A tempestade do poderoso mar
De emoções e sensações
Dessa forma de amar
Que confunde o doce veneno da luxúria
E inebria, seduz...
Mas pode cansar...

Temperamento fogoso
Capacidades imensas
Fases quase lunares
Amor à diversidade inteligente que induz o saber...
Alegria, simpatia...
Tudo isso e tanto mais
Em ti conheci
E me encantou
E para além de tudo isso
Teve a ver com a percepção da magia de amar(te)

Por isso... não se julgue que se deixa de querer a alguém
Que sumiu no silêncio e na distância
Fez ouvidos surdos a um grito de ânsia
Ou desprezou uma mão estendida
Com lealdade e inocência
Num percurso de vida...

Sentimentos há que vencem o tempo
E qualquer insignificante circunstãncia...
Mesmo se engolidos na distância

Mesmo se surgidos ao anoitecer...





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