19.11.11

Alegria/Dor



Nunca para mim o amor foi uma guerra
Nem tão pouco sentimentos de rancor
Nunca gostei das aves num cativeiro
e sempre me senti cidadã de um mundo 
todo inteiro
onde reconheço e sei da dor
pelo seu cheiro...

Fazer amor para mim perde o sentido
como outras coisas mundanas e diversas
à luz do espírito e consciência do infinito...
Não, não quero fazer amor contigo.
De tanto fingir alegria para te distrair
larguei amarras nas horas dispersas
e não renego o escrito...
Só não procurarei nunca negar
o que de mais puro e belo
fizeste brotar no meu coração.

Sempre senti que não fazia falta
a quem busca alimento noutras águas
e dá amor na justa medida em que o afasta...
E esse é o amor de carne e paixão que se desgasta.

Doer a vida? Sempre dói
em crises de silêncio e de exaustão...