29.12.11

Dançando a solidão...


A menina dança sozinha
por um momento.

A menina dança sozinha
Com o vento, com o ar,
Com o sonho de olhos imensos...

A forma grácil de suas pernas
ela é que a plasma, o seu par
de ar
de vento,
o seu par fantasma...

Menina de olhos imensos,
tu, agora, páras
mas a mão ainda erguida

segura ainda no ar
o hostil invisível
deste poema!

Mário Quintana, Esconderijo do Tempo