11.12.11

Falsa indiferença


E eu que sempre pensei
que querias que fingisse
não te (re)conhecer...
o que tantas vezes me revoltou
e me fez afastar zangada...
e que sempre voltava
por gostar de te ver reinventar
múltiplas facetas
num vasto mundo de saberes
num universo imenso de palavras
experimentando mil e um estilos
mil e um sonhos 
e outros tantos sons
 com a tua paleta de cores 
que roubavas do arco-íris...
deixei respingos de emoções vividas
no rodapé de tudo que foi teu - 
- selados na verdade
de tudo o que contigo
 senti- vivi.
Ou reaprendi a meditar
 e a viver...
E não! não quero deixar de sentir
ou desaprender...
pois uma parte de ti
esteve sempre comigo. Eu sei.