20.12.11

Nudez


Coberta por um véu diáfano de torpor
jazo nua perante o sofrimento
num quase permanente esquecimento
do muito que amei e amo só de amor...


feito de carne, sangue, alma, nervos, pele,
 de emoções vividas e sentidas como lavas,
 labaredas estranhas e ternas que tu escavas
como produto das palavras num papel.

Sorrindo e sentindo assim foste feliz?...
Eu fui porque amigo só quer o bem de amigo
e foi bom conseguir conviver assim contigo  
na litania de sonho sonhado em que te quis.