13.12.11

Reflectindo o dia



Era um sol de junho que se escondia
atrás de espessa nuvem
asa que voava de mim
enovelada em chumbo
que o mar devolvia a sussurrar


O ar ressoava frio em  um tempo de dor
  que soturno arrefecia .
Num limbo de sombras
repousava assim a minha paz
prisioneira de silêncio e frustração

O perpassar de momentos cedia
sem saudade nem distância
na confusão duma tristeza ressentida
de lassidão dum tempo perdido
sem ânsia e sem magia

O mar das quimeras ia cedendo
à reflexão sombria de pesados dias.
E as nuvens eram seres alados
 a proteger (in)certezas
 de um coração dolente e macerado.

Nesse junho de outrora
nada ruía
na solidez da razão reencontrada...
Só a desarmonia campeava.