31.3.12

Manhã de cinza...


A manhã que nasceu esborratada  a cinza
Doía surda e estrénue como exposta chaga
Ou mensagem triste, saturada e calma
Suspensa na réstea do lânguido momento
Sem horizonte, sem esplendor, sem alma...

Se o sol aparecer amor
Guarda-o contigo
Para fazer luz
 Nos recantos mais sombrios
Do teu Eu
 E tecer damascos, sedas e cetins
Que amaciem a extrema ulceração
Do passar do momento...
Afim de o colorir de um azul de céu.