22.7.12

Reflexo...


alonguei no vazio os braços ressequidos
que a ânsia de amar tornou tenazes
e miro no líquido azul e quente
a promessa dum dar que não me trazes

tanto precisei de te ver de te falar
de me olhar nos teus olhos antes de abalar
tanto precisei dos teus braços cansados de lutar
que a ansiedade morreu num frémito de dor

depois escondi de mim todo esse amor
por não saber amar como tu fazes