25.1.13

Dias no inverno...


das casas choram os beirais
 e o céu escuro desfaz-se 
em ondas de clamor.
dentro em mim
chora o meu amor
no íntimo aconchego
de uma brasa.

espaçado no vento
evola-se o frio do inverno
e em diálogo terno, leve,
recolhe no meu corpo quente
o teu sabor.

mesmo que me afaste
ficas sempre em mim
perto na distância,
atenta no silêncio,
surda ao ulular do vento,
perdida no esquecimento
de como é bom viver no abrigo
desse enorme coração
cheio de razões
desejos exaltados,
confusas emoções...

actriz em ribalta alheia?...
não, só se for contigo 
que quem pretende fugir
és tu.
porque eu ... sei que não consigo.