3.5.13

No silêncio...


instalou-se o silêncio pela noitinha
onde um sol envergonhado 
sempre fica à porta
não há mais fogo
não há mais alegria
secou o canto
o fogo apagou

restou o desencanto.

ruídos vibram a espaços

há vãos suspiros
gestos lassos

pérolas de choro
secretas e duras
escorrem na escuridão
rápidas e puras

no silêncio latente
 umas mãos brancas
 as recolhem em concha

em gestos de vergonha
quando se ouve gente.

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