1.7.13

Depois das dez...


É depois das dez que a angústia nasce
É depois das dez que sinto a fome
É depois das dez que calo e sofro ausência
É depois das dez que vem a consciência
De ser enfim livre por não esperar ninguém.

Depois das dez evado-me e  medito...
Depois das dez alcanço um outro mundo
Não isento de sofrer se te procuro
E não te encontro vagabundo
E a minha alma torna-se breu num anoitecer

Então - depois das dez - sou só saudade
De quando derramavas um interesse sonhador
Sobre a minha calma e triste soledade... 
E porque não te sinto sonhar não velo já contigo
E a lassidão toma-me antes de ensandecer.

{21.10.012}

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