27.9.13

Água vertida


Não sinto sede... Nunca tenho sede.
Verto a razão da vida numa taça
Por imposição.
É preciso.
Só por isso.

Água é vida...
Amordacei a vida numa rede
Em fuga aos ventos da exaustão. 
Fuga exaurida
Que me envolveu em sonho e solidão.

Água sem sabor nem cor 
Cai  estremecida
Na taça  translúcida
Onde verto espanto.

Leyla Soza







2 comentários:

  1. A poeta é minha desconhecida, mas o poema é magnífico.
    Excelente escolha, minha querida amiga.
    Maria, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
    Beijo.

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    1. Boa tarde, amigo.
      Em princípio gosto de tudo que publico, mas é sempre bom saber ter agradado também a quem reconheço valor.
      Obrigada.
      Beijo.

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