20.10.13

Estar só


[28.102012]

Quando estou mais só
estás mais presente em mim
com lembranças antigas esparsas pelo chão
assim como ter-te outra vez
numa canção de outono

Calo e não digo
e nem sou capaz de suspirar
 ou de cantar
ou rir com piadas sem graça
que me tiram do sério
mas relevo quando entendo o alcance
quantas vezes magoado
 de que ris a bandeiras despregadas...
a que no fundo pressinto o choro

O tempo vai passando assim...
e nem de igual maneira
se repetem as estações
ou florescem as flores
e maturam os frutos

E só a minha alma te permanece

2 comentários:

  1. O estar só, por vezes amplia o sentimernto.
    Gostei muito do teu poema, é magnífico.
    Um beijo, querida amiga Maria.

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    1. Obrigada, querido amigo.
      No fundo,,, só aparentemente me sinto só.
      Há sempre tanta gente dentro de nós!
      Beijo.

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