1.6.14

Espera...

Laszlo Gulyas

Nunca deixa(rás)ste de ser
aquele amor
por um acaso encontrado no ocaso da vida
que me recusei a perder
e foi resistindo ao teu e meu silêncio
à truculência
à incompreensão
à maledicência
ao desgaste do tempo
ao desprezo e más memórias
à doença e exaustão
  materializado em carne e luz
amaldiçoado por desespero e espera -
- amor inconscientemente desejado
imperfeito porque humano
perfeito porém  no encontro
decerto na rectidão
tecido no eterno de beleza e  ilusão.

Eterna a espera
no desconsolado momento 
em que te chamo amor...

2 comentários:

  1. A espera de uma vida.
    Intenso e belo poema.
    Beijinhos
    Maria

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    Respostas
    1. Obrigada, querida amiga.
      Entretanto...viajo com as suas páginas e na sua companhia.
      Beijo.
      maria

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