19.10.18

Caneta de emoções...


escrevo-te com a caneta que leva o teu nome,
*aquele que de ti conheci, em tempos idos, 
porém sempre presentes ...*

mesmo que não queira 
*ou ,a espaços, não tenha querido,
*sempre se impuseram
com vivas faíscas *
de um fogo ateado *
por alguém desconhecido* 
 estranho*
e nunca lhe viu fim...*

fogo que ardeu assim*
 naturalmente
*talvez insensatamente 
*no langor de doces madrugadas..
*ou em manhãs de um acordar mais lento...
* e não se extinguem,
*neste outono de vida,
* estando o meu , ou o teu, fim à vista, *
- nada temos por eterno -*
mas os enlevos provocados,*
 as dores sentidas,*
 risos, suspiros, incompreensões,*
 atitudes injustas,*
 suspeições,*
ou lágrimas vertidas*...
 tudo voou na distância,*
arrastado no vento das invernias*
- e tantas já são-
* momentos eternizados num horizonte pleno de azul *
e ,de tão intensos,
*não mais perecerão.


a caneta que leva o teu nome *
escreveu tudo isto
*assim,
* chãmente, 
*com palavras singelas,
* que são as que sempre gostei de usar 
*por verdadeiras.